uma carcaça pútrida e funesta cambaleia diante de mim. Com obrigações acrescidas carrega nas costas o peso interminável da culpa e da repulsa. E carrega-as com temerosas mãos de vida.E mãos essas que poderiam ser de Morte, não fosse esse o seu apelido. E eu, vivo e cálido, sinto ligeiros arrepios e tremores que me sustêm de qualquer acção. E vejo o mundo a passar á frente dos meus olhos, e vejo a vida a correr-me por entre os dedos, vida fugaz que se escapa como que nevoeiro deixando-me inerte e quedo, vislumbrando apenas aquilo que há-de vir ou que já veio. E no meio de tantas partidas e chegadas, chega alguém capaz de me arrecadar e comover, que dá vida à morte, e que inspira algo de enigmático mas ao mesmo tempo consideravelmente esplêndido. E afinal, a carcaça do meu eu.
uma carcaça pútrida e funesta cambaleia diante de mim. Com obrigações acrescidas carrega nas costas o peso interminável da culpa e da repulsa. E carrega-as com temerosas mãos de vida.E mãos essas que poderiam ser de Morte, não fosse esse o seu apelido. E eu, vivo e cálido, sinto ligeiros arrepios e tremores que me sustêm de qualquer acção. E vejo o mundo a passar á frente dos meus olhos, e vejo a vida a correr-me por entre os dedos, vida fugaz que se escapa como que nevoeiro deixando-me inerte e quedo, vislumbrando apenas aquilo que há-de vir ou que já veio. E no meio de tantas partidas e chegadas, chega alguém capaz de me arrecadar e comover, que dá vida à morte, e que inspira algo de enigmático mas ao mesmo tempo consideravelmente esplêndido. E afinal, a carcaça do meu eu.
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