Cavalgava a passos hérculeos, com a poeira solarenga e rude típica do Texas a ir de encontro ao seu rosto rugoso e exaurido.
Homem robusto, desmontou do seu Appaloosa achado ao acaso nos imponentes vales do Arizona. O zumbido das esporas a embaterem no solo, ecoou ao longo das planícies rochosas do Grand Canyon. As botas, manchadas de terra e sobras de pequenas plantas, contavam histórias. Eram de um castanho reluzente, talvez um pouco gastas de tantas desventuras. A sua camisa, coberta por um colete, transpirava um cheiro de Oeste, como nos filmes de John Ford.

Caminhava em direcção a um rochedo e aí se refastelou. Livrou-se do seu chapéu e lentamente puxou da sua arma. Oh, como resplandecia àquele sol ardente e acre que não teimava em dar sumiço. Lá, colocou um pequeno projéctil prateado que encaixou certeiramente no tambor. O suor caía-lhe pelas pálpebras, franzia a testa e o seu corpo pulsava a um ritmo frenético. Retirou o coldre que lhe pesava na cintura.

Empunhou com frieza a arma, encostou-a vagarosamente à face em posição lateral. Fixou o olhar de forma tão insondável que este se tornou mais cálido que aquele sol intenso que se fazia sentir. O sangue fervia. A mão tremia. A respiração tornou-se ofegante e, de um tiro só...












Repeliu todas as aves que por ali pairavam em redor, ou seriam os seus temores (?)

No comments:

Post a Comment