Uma noite agreste e tempestuosa estendia-se naquele momento. Estava atrasada. Tinha-se aperaltado tarde dentro. Feições graciosas pareciam esboçar espontaneidade a cada despontar de lábios. Cabelos fulvos, entrançados de forma tão esplendorosa que faziam tal cobiça ao astro rei, unidos com cetim encarnado. Olhos virentes, como dois citrinos que não teimavam em descair a mais pequena das gotículas de água. Os lábios, esses carnudos e delineados como que a lápis, transmitiam uma cor rubra, intensa e tentadora. Um corpo perfeitamente torneado de tez clara e proporções sublimes, mostrava tal candidez presente num só corpo.
Corpo esse, que aos poucos ia sendo revestido de seda, num majestoso vestido que parecia ter sido criado à sua medida, com ornamentos de pérolas e bordas em cetim dourado. Com um corte ousado, a "vestimenta" tornava-a impérvia e com enorme ostentação. Por último, uma pequena linha prateada em volta do pescoço, suportava um rubi tão cintilante, que era capaz de cegar qualquer um que se acercasse do mesmo.
Saiu à pressa. Tomou um táxi. Com cautela, para não engelhar o vestido, sentou-se num talhe garboso que deixou o condutor boquiaberto.
-Siga - disse numa voz melódica e doce, que ao mesmo tempo se assemelhava a um sopro harmonioso da brisa num dia primaveril.
Parecia flutuar..flutuava mesmo em ambiente íntimo e transcendente elevou-se de tal forma que...
(chegámos) (?)
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