So Long Marianne


Longe vão os tempos em que felicitar os acréscimos eram uma prioridade. Cria-se aqui dentro um ambiente de cortar á faca e que me vai degolando aos poucos. É horrível descrever alguémtu,com vestígios de papéis encontrados aleatoriamente na mais escura das gavetas, que poderei personificar como coração.

Não gosto de âncoras, nunca gostei. Não gosto de sentir a pujança da mesquinhez, nunca gostei. Não gosto que me digas que é a vida, nunca gostei. Não gosto de anáforas, nunca gostei. Mas cá, assim cá no alçapão gélido e putrefacto gostei (gosto,é indiscutivel) de anairam.

Gostava de me sentir Chaplin no "Grande Ditador". A maneira como este coloca o mundo um objecto suspenso, sem o menor pesar de consciência. Gostava de entrar no sistema linfático e apagar(-me) de ti. Gostava que a névoa que te assola evaporasse. Gostava de desimpedir a aorta, ás válvulas (nada de engraçadinhos), gostava de me/te desimpedir. Gostava de ouvir-te complexar-te e ouvires ser contrariada.

"Grudei"... no exacto momento em que te adornava de algo.








Até um dia Seberg.

1 comment:

  1. gosto deste texto. está, bastante bom.

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